Marketing e a relação de consumo

Marketing e a relação de consumo no Brasil

Uma visão sobre a relação de consumo do torcedor dentro do atual cenário

Um marketing esportivo que se preze – e que está atrelado ao sucesso – sempre olha para o consumidor como uma extensão aos valores da empresa, nesse caso – literal – foi criar chuteiras, e material esportivo, de brasileiros para brasileiros. Resultado? Em meio a crise dos últimos anos, crescimento em vendas, mesmo perante a adversidades. E como vemos essa relação de consumo dentro deste cenário?

Inovação é a chave

Como competir com gigantes, e com gigantes orçamentos em marketing? Inovando. Procurando entender como as mudanças nas vendas desse segmento no mercado brasileiro ocorreram nos últimos anos. Desde a venda online, até a quase extinção do estoque na maioria das lojas. Até mesmo as particularidades do formato do pé do brasileiro podem ser diferente. Mas claro, comparado aos que as multinacionais produzem de forma global. Depois de dois anos de decadência, o mercado brasileiro de calçados esportivos vai voltar a crescer. Segundo consultores da Euromonitor International, a venda de produtos desse segmento deverá movimentar R$ 12,71 bilhões no Brasil em 2017, com 1% de aumento comparado a 2016. Os calçados de performance esportiva, que incluem: tênis para corrida, futebol e academia, é o maior entre as categorias acompanhadas pela consultoria. E deve movimentar cerca de R$ 6,80 bilhões este ano. Mas é em performance e atuação de corridas de rua que a atuação das gigantes Nike e Adidas atuarão. Mesmo com a forte presença em futebol, as gigantes estão brigando pelos novos corredores de rua.

Receitas

Apesar dos esforços das companhias multinacionais, que investe pesado em marketing, a receita com vendas no Brasil caiu 5% no último ano, informou a Nike, em relatório. Isso mostra a atual conjuntara econômica do país. Na apresentação anual de seu relatório, a Adidas destacou que a incerteza no cenário macroeconômico na América Latina se mantém e que no Brasil, o deve haver uma reestruturação de mercado, mas os detalhes não foram mencionados. Essa disputa pelo nicho running, abriu concorrência para que outras empresas pudessem avançar. É o caso da brasileira Cambuci, dona da marca Penalty. Ela atingiu a liderança em calçados de futebol no Brasil, e hoje atua em 14 países. Um ótimo exemplo de planejamento de marketing e de estudo de mercado brasileiro, e como nós brasileiros – podemos – e temos potencial e competência no marketing esportivo.

Por Henrique Tortorelli
Estudante de mestrado em marketing pela UBI em Portugal.

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