Bruno e a ressocialização no Boa Esporte

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O que pensamos sobre a ressocialização do goleiro envolvido em caso trágico

Não há dúvidas que o esporte tem um compromisso social. E transformá-lo em atitudes positivas é benéfico a toda a camada da sociedade. Engajar em causas do bem como doação de alimentos, de agasalhos e de sangue. Promover o bem quando há mobilização para uma causa. Alertar sobre causas e movimentos do dia a dia. Os exemplos são vários.

E não quero fazer deste, um post jurídico ou de julgamentos.

No caso Bruno, discordo de quem julga por ser um milionário. E que não devemos confundir com a ressocialização de quem deveria ter mais oportunidade. A vida o fez milionário. Não discrimino por este fato, até por que realmente tenha ficado rico, Bruno ainda fazia parte de uma parcela considerável da sociedade que sofreu com a pobreza.

Mas como grande parte dos atletas de futebol que enriquecem, Bruno não se dispôs a estudar mais, a ter mais cultura…

Por quê discordamos da ação do Boa

Quando se fala em ressocializar alguém estamos aceitando um cidadão que cometeu um crime. E deve voltar para a sociedade. Sem massacre. Vai além da questão social: a pessoa que tem a chance de se redimir dos seus erros. E aí, estamos diante de um impasse: erros menores ou crimes que chocaram a sociedade.

O assassinato de uma mulher, indefesa é mais um grande problema. A cada dia mais somos alimentados com dados da violência que a mulher sofre dia após dia. Há pouco tempo atrás, Suzane Von Hitchofen foi massacrada nas redes sociais ao anunciar que voltaria a estudar. Novamente, não farei julgamentos.

O caso de fato

Em primeiro lugar, parece que o Boa Esporte não consultou seus patrocinadores e nem sua torcida a respeito dessa iniciativa. O clube, até este domingo, acabara de perder 2 patrocinadores. Os torcedores em momento algum foram ouvidos.

Quais as ações que o Boa Esporte tem feito para com a sociedade? Ressocializar um goleiro que foi pivô de um assassinato seria uma boa causa? Não custa lembrar, neste caso, acho que estamos diante de um oportunismo. Bruno foi um goleiro de grande destaque. Na Revista Placar dessa semana, a diretoria do Boa assumiu que convidou Bruno por “obrigação social”. Enquanto isso, a Kanxa tem reunião marcada com os diretores do clube e pode pular fora do barco. O debate na sociedade requer elementos que tratem essa situação como possível de aceitação.

A sociedade, por mais cruel que seja, ainda cobra boas ações. De coração.

(Foto: UOL Esporte)

 

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