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Geração de Atletas quer mudar o destino de jovens no futebol

Criado inicialmente em 2020 como uma página no Instagram voltada à orientação de jovens jogadores, o Geração de Atletas deu um passo decisivo rumo à profissionalização entre o fim de 2021 e o início de 2022, quando estruturou sua operação como empresa e passou a atuar com foco de longo prazo na preparação integral de atletas. A entrada de Renato Fenasc, fundador do projeto JogaBR, marcou essa nova fase, unindo treinamento físico presencial e online a uma proposta mais ampla de desenvolvimento. Desde então, a iniciativa tem ampliado sua atuação, investindo em posicionamento de marca e estrutura para alcançar impacto nacional e internacional, com a meta declarada de levar cada atleta “ao máximo do seu potencial”, seja na base, no futebol profissional ou na elite mundial.

Em um cenário descrito pelos próprios idealizadores como um “funil cruel”, em que apenas uma minoria consegue se profissionalizar, o projeto aposta no trabalho individualizado extra-clube como diferencial competitivo. A proposta integra preparação física, desenvolvimento tático, fortalecimento mental e formação humana, entendendo que o desempenho em campo está diretamente ligado a fatores como sono, alimentação, gestão emocional e educação. Com expansão para o modelo presencial em São Paulo e planos de ampliar sua atuação, o Geração de Atletas defende que formar jogadores completos exige ir além do clube, preparando não apenas atletas para competir em alto nível, mas pessoas capazes de sustentar uma carreira e construir legado dentro e fora do futebol.

Batemos um papo com o Pedro Silva, CEO do Geração de Atletas:

  1. O Geração de Atletas nasce de uma frustração pessoal de vocês como jogadores. Em que momento essa dor virou um projeto estruturado e com visão de longo prazo?

Bom, eu vou começar respondendo aqui a primeira dúvida, tá? O Geração de Atletas começou como um projeto no Instagram, uma página que ajudava jogadores de futebol em 2020. Porém, ele foi se profissionalizar mesmo e virar um projeto com estrutura de longo prazo no final de 2021 pro início de 2022. Ali a gente começou realmente a adotar uma postura de empresa, profissionalizada, com o objetivo de ajudar os atletas.

Foi nessa época que o Renato Fenasc também se tornou nosso sócio, então ele já tinha um projeto que se chamava JogaBR, trazendo treinamento físico para jogadores de futebol tanto no presencial quanto no online. E a partir dali a gente se juntou e desde então a gente vem buscando esse movimento de profissionalização, ajudando cada vez mais os atletas a realmente terem acesso a uma preparação de elite e a uma formação humana também, que os ajudem a chegar no máximo do potencial deles na carreira e, óbvio, sem deixar de lado a vida pessoal também.

A gente fala que o nosso objetivo é levar um atleta ao máximo de onde ele pode chegar, né? Seja a Copinha, seja um time de base, seja a Champions League. Em 2025 a gente teve um novo momento de profissionalização, com empresas que têm ajudado a gente a profissionalizar a nossa imagem, a nossa marca, para que a gente possa dar os nossos próximos passos aí e ter um impacto a nível nacional e a nível global também.

2. Você costuma dizer que o futebol é um “funil cruel”. Onde, na sua visão, a maioria dos jovens talentos se perde hoje, e como o GA atua exatamente nesse ponto?

Sobre a questão do funil do futebol, realmente é um funil muito cruel. A gente tem alguns dados aí que falam, né, sobre uma aprovação a cada dois mil atletas que tentam entrar em um clube grande de base. Esse número ele é um pouco menor para clubes menores, mas ainda assim é muito difícil entrar na base. Depois, a gente tem também outro dado de que a cada cem atletas sub-20, um vai se profissionalizar, né? Então assim, é muito difícil chegar ao profissional. Depois que se chega ao profissional, a gente sabe aí também que a maioria absoluta dos atletas não vai ganhar grandes salários, né? Vai acabar jogando em ligas menores, com contratos de curto prazo e, enfim, o funil do futebol ele é cruel por si só.

E aí na nossa opinião, na minha opinião aqui, né, Pedro Silva, a nossa opinião de Geração de Atletas, o grande erro dos atletas e das famílias é menosprezar o quão difícil é esse funil. No sentido de que muitas vezes se critica muito jogadores que estão no alto nível como se fossem jogadores ruins. Se critica ali o processo de base como se fosse um processo corrupto, mafioso, mas a verdade é que é muito difícil mesmo entrar. Não tem vaga para todo mundo nem de perto, então assim, quem vai conseguir realmente uma vaga para se destacar na base ou para chegar no profissional é quem é muito, mas muito diferenciado.

Então menosprezar o quão difícil é esse funil é um erro, e a segunda questão também é achar que só o que se faz no clube é suficiente, quando muitas vezes o que o atleta faz fora do clube vai ser tão importante quanto. Por exemplo, o sono dele vai influenciar 100% na recuperação e dos resultados que ele tem no campo; a alimentação dele, a suplementação, o treinamento à parte que ele faz de prevenção de lesão, o treinamento mental que ele faz para lidar com as emoções, para gerir frustração, ansiedade. A… o estudo da própria família para entender como funciona o mundo do futebol, para entender como que essa indústria se comporta, esse tipo de coisa faz total diferença.

E a gente vê que os atletas que estão vingando nos últimos anos são atletas que têm essa estrutura não só muito boa no clube, mas também extra clube. E também são atletas que começam muito cedo e que começam a se destacar muito cedo também, entendendo que a única forma de realmente vingar no futebol é sendo muito, mas muito diferenciado, porque as vagas são muito escassas.

3. O projeto se define como um “complemento extra-clube”, e não como escolinha ou categoria de base. O que isso muda, na prática, na formação do atleta?

Bom, o nosso foco realmente é o trabalho individualizado extra-clube por que? A gente vê uma necessidade cada vez maior no mundo do futebol dos atletas buscarem um trabalho à parte, porque o funil do futebol é muito cruel, como a gente viu anteriormente. Então vingar no futebol é muito difícil. Cada etapa do futebol: sair da escolinha pra base, da base pro profissional, do profissional pra elite.

Então, em um cenário onde é muito difícil, tem muita concorrência qualificada, tem muitas boas pessoas, tem muitos talentos e a maioria dessas pessoas tá fazendo somente o que o clube faz, ou seja, se eu faço o que todo mundo faz, eu vou ser igual a todo mundo. Então tem se tornado um movimento comum no futebol os atletas de elite, desde a base até o profissional, os atletas que têm uma mentalidade de elite, né, buscarem um trabalho diferenciado, né, como uma forma de se diferenciar mais.

Então o nosso trabalho ele é realmente… tem esse foco. A gente percebe esse movimento no futebol, essa necessidade que vem sendo criada e a gente busca entregar realmente o melhor nível de treinamento possível dentro da realidade do que o atleta procura, pra que ele possa se diferenciar no futebol e pra que ele possa vencer cada etapa do funil. Além disso, a gente consegue no trabalho extra-clube ajudar ele também com a parte de formação humana que a gente considera extremamente importante.

Na prática o que muda é que a gente vai entrar no trabalho com o atleta nos momentos que ele não tá no clube, né? Ou nos momentos que ele não tá no campo, necessariamente. Então ele vai ter uma sessão de estudo, de análise tática, no momento que ele tá longe do clube; a gente vai ajustar o sono dele, que é onde ele tá longe do clube; a gente vai ter um treinamento extra-clube ali físico com ele no momento que ele não tá no clube; o treinamento mental, a parte de motivação, de gestão de emoções também. Ele vai aplicar isso no clube e vai gerar resultado no clube, dentro do campo, que esse é o foco principal, porém ele vai fazer isso quando ele não estiver lá, no trabalho realmente à parte.

4. A metodologia do GA fala em quatro pilares da performance: técnico, físico, tático e mental. Qual desses pilares costuma ser mais negligenciado no futebol de base brasileiro e por quê?

Sobre a questão dos quatro pilares do futebol, na minha opinião tem dois pilares aí que são mais negligenciados: eu diria que o pilar tático e o pilar mental. Porém, entre esses dois, eu acredito que o pilar mental ainda é o mais negligenciado. Por que? Apesar dos clubes estarem buscando cada vez mais psicólogos esportivos, principalmente os grandes clubes, né, eles têm investido nessas posições, eles têm trazido pessoas no staff que são capazes de começar a ajudar o atleta… ainda assim, a maioria dos clubes não tem esse tipo de suporte.

E ainda assim também, mesmo nesses clubes onde existe um profissional que está ali trabalhando, a atenção dada realmente a esse pilar na formação me parece ainda não ser suficiente para o que é a demanda do futebol, né? De novo: é um esporte extremamente competitivo, onde a maioria dos jogadores de base vai passar dez, doze anos às vezes em um processo de formação para descobrir ali com vinte anos que não vai conseguir ser profissional; outros vão se profissionalizar, mas vão enfrentar um nível de pressão quase que inacreditável para um ser humano, que pouquíssimas pessoas enfrentam.

Então assim, a capacidade mental que um atleta tem que ter para sobreviver ao processo do futebol de base e para sobreviver e triunfar no processo profissional é muito grande. É muito, muito realmente muito difícil. É muito desafiador para uma pessoa lidar com todas as demandas psicológicas que o futebol exige. Então assim, é uma demanda gigantesca e, na minha opinião, vendo tudo o que se investe em outros pilares do futebol, esse é o pilar ainda mais negligenciado. Existe uma mudança, as pessoas estão se abrindo mais para isso, existem muitos profissionais que estão surgindo no mercado, jogadores têm procurado cada vez mais esse tipo de ajuda, mas acredito que ainda pode ser muito mais trabalhado, principalmente em clubes menores também e, enfim, de uma forma mais estruturada.

5. Vocês defendem que o futebol não pode abandonar o homem por trás do atleta. Como essa formação humana aparece no dia a dia do trabalho com os jogadores?

Sobre a questão de formação humana, a gente busca integrar isso no nosso trabalho por duas vias, né? Uma das vias é no contato por meio de aulas que a gente tem gravadas que vão ajudar ele nessa questão de formação humana, no desenvolvimento de virtudes, entender o que que é um ser humano completo, entender que a vida dele vai muito além de uma profissão que ele tem.

Então, por meio dessas aulas o atleta ele vai abrindo o seu olhar, a sua visão para essas questões, de que um ser humano realmente ele é um ser muito especial, né? A gente é diferente de todos os animais, a gente é diferente dos vegetais, enfim, a gente tem algo especial que é a nossa capacidade de pensar, de amar, de buscar um sentido na vida. E a gente vai ajudar ele a entender essas questões e, óbvio, tentando trazer isso sempre para a parte prática, né? De como que ele consegue viver uma vida alinhada aos valores dele mais profundos e, enfim, uma vida que realmente ele vai ver sentido além do âmbito profissional somente, para que ele possa realmente buscar uma vida virtuosa, uma vida feliz.

E além das aulas a gente consegue fazer isso também por meio do contato com os professores ali, né? Seja na… no nosso trabalho de mentoria individualizada que a gente faz — um trabalho realmente mental ali com os atletas — seja por meio também do contato com os professores, por exemplo, da parte da preparação física, né?

Então a gente treina todo o nosso staff aqui, seja para fazer esse acompanhamento direto mental onde o foco é 100% a performance no campo e a formação humana, seja por meio do contato com o nosso staff aqui no dia a dia, onde o nosso staff vai, por meio de pequenas conversas, de pequenos conselhos, tentando ajudar o atleta ali a entender melhor as demandas que ele tem psicológicas e, enfim, humanas para que ele possa triunfar também nesse quesito.

Pedro Silva

6. Existe no Brasil uma cultura forte de que é preciso escolher entre estudar ou jogar futebol. Como o GA trabalha para quebrar essa lógica com atletas e famílias?

Sobre a questão do estudar ou jogar futebol realmente é uma ideia muito comum no Brasil, infelizmente. Parece existir aqui essa dicotomia, como se fosse realmente impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Porém, isso não é verdade, a gente tem vários casos de atletas na Europa em grandes clubes que buscam uma formação do ensino médio até o final.

Então a gente tem notícias recentes aí do Yamal, do Havertz e de várias outras estrelas, jovens estrelas do futebol mundial que estavam ali perdendo treinamentos em semana de jogo de Champions League porque tinham que terminar a escola. E a gente tem casos de atletas como por exemplo o Lewandowski, que procurou uma formação, né, graduado em educação física quando já era um atleta de elite; o Chiellini que tem um mestrado em administração de empresas. Ou seja, é comum no alto nível do futebol você ver jogadores profissionais que vão buscar formações: formações para se tornar treinador, formações às vezes em educação física, às vezes em nutrição, às vezes formações em administração de empresas.

Porque esses caras já estão contemplando um pós-carreira, já estão contemplando o que eles vão fazer depois. Então a verdade é que é 100% possível conciliar as duas coisas. Existem vários estudos também nos Estados Unidos que mostram que jovens que conciliam treinamento de alto nível com estudo de alto nível tendem a ser mais bem sucedidos na vida adulta, tendem a ser mais felizes também.
E o nosso foco é por meio da educação, por meio dos nossos conteúdos nas redes sociais, das nossas plataformas, das nossas aulas, do contato dos nossos professores com as famílias e atletas, é mostrar que o estudo pode sim e deve, na nossa opinião, caminhar junto lado a lado com o atleta de alto nível. Seja o estudo formal direto, seja um estudo informal por parte do atleta.

7. O projeto já impactou mais de 10 mil jogadores, incluindo atletas que hoje atuam no Brasil e no exterior. O que essas histórias de sucesso têm em comum, além do talento?

Bom, sobre os nossos atletas que tiveram mais resultado, o que a gente vê em comum realmente é uma sede mesmo do atleta de evoluir no esporte, de buscar ser melhor, de realmente competir num nível maior, acho que a essência do trabalho começa aí. A gente vê também como algo muito comum nesses atletas um desejo de viver uma vida melhor também, são atletas que não estão preocupados somente em ‘ah, quero ser um grande jogador’, mas ‘eu quero ser uma pessoa realmente diferenciada, eu quero ser uma pessoa que vive uma vida boa, que gera um impacto na comunidade, na família’.

E são jovens também que estão muito abertos ali à educação, né? São jovens que se abrem muito realmente para aprender, né, têm uma mentalidade realmente de aprender e de procurar colocar em prática tudo o que eles… eles podem para melhorar a vida deles como atleta ou como pessoa.

E por fim, a gente vê muita proatividade também. São atletas que são muito proativos, que buscam a mais, que fazem a mais, que não esperam alguém resolver o problema deles, que não esperam o clube resolver o problema deles, que não esperam o governo resolver o problema deles, eles vão atrás de fazer o que está na mão deles, sendo muito proativos nesse sentido.

8. Com mentores que atuam em clubes da Série A, Seleção Brasileira e futebol europeu, como vocês conseguem adaptar conceitos de elite à realidade de jovens que muitas vezes vêm da várzea ou de contextos vulneráveis?

Bom, em relação a essa questão de como adaptar, né, os conteúdos de treinamento e até mesmo a questão de linguagem nas aulas para que os atletas que estão na iniciação possam aprender ou, enfim, os atletas que ainda vêm de um contexto um pouco… social um pouco mais difícil. O que a gente busca fazer é sempre adaptar ao máximo a linguagem para que seja uma linguagem de fácil acesso, sem ficar falando muito um ‘academiquês’, né? Tentando trazer ali uma linguagem muito acadêmica que, enfim, não bate com a experiência, com a realidade do atleta, então a gente busca adaptar.

Porém, uma coisa que a gente percebe também é que os atletas que entram e trabalham com a gente, eles têm muita sede de evoluir, de aprender e eles conseguem entender conhecimentos mais profundos. A gente consegue trazer em algumas aulas temas bem profundos, bem complexos sobre performance, sobre vida e os atletas conseguem absorver, conseguem colocar em prática.

Então assim, acreditar na inteligência humana aí, inclusive dos jovens, dos adolescentes, daqueles que vêm de condições sociais às vezes um pouco mais baixas, isso é necessário porque, bom, inteligência está aí para todo mundo e inclusive esses atletas que às vezes vêm de um contexto mais difícil eles conseguem compreender também, evoluir e acabam levando isso até para fora do futebol, né? Conseguem levar isso para a escola também, para o aprendizado e desenvolvimento pessoal deles. Isso é muito legal.

9. A inauguração do estúdio presencial em São Paulo marca uma nova fase do projeto. O que muda a partir de agora na atuação do Geração de Atletas?

Em relação à inauguração do presencial em São Paulo, este é um objetivo que a gente já tinha há bastante tempo. O online é extraordinário, espetacular, ele possibilita que a gente chegue em atletas do mundo inteiro e que a gente acompanhe atletas que estão em clubes ao redor do mundo durante toda a temporada, coisa que seria impossível somente no presencial. Porém, esse contacto presencial, humano, face a face, ele também é muito especial, muito diferente e a gente gostaria de ter isso.

Então é um grande passo. É também um teste que a gente está fazendo para possíveis novas possibilidades de negócio, quem sabe uma expansão aí a nível presencial também com o nosso treinamento físico, quem sabe também um treinamento técnico-tático individualizado e, enfim, é um dos próximos passos que a gente vê aí em relação a como ajudar no futebol. Tem vários… a gente tem vários planos aí em como que a gente pode somar e ajudar cada vez mais os atletas e as famílias a nível de treinamento e quem sabe também cada vez mais a nível de oportunidades também, ajudando os nossos atletas a se inserirem no mercado e a conseguirem contextos cada vez mais competitivos.

10. Olhando para trás, para o jogador que você foi, e para frente, para os jovens que vocês atendem hoje: que tipo de atleta — e de ser humano — você espera que o GA deixe como legado para o futebol brasileiro?

Bom em relação ao legado que a gente quer deixar, dentro do campo primeiro a gente quer formar atletas completos, né, que consigam integrar as quatro áreas do jogo com excelência, a parte técnica que a gente sabe que o brasileiro sempre foi conhecido por isso, mas também a parte tática de tomada de decisão, de inteligência do jogo, entendendo o jogo de uma maneira cada vez mais completa, mais profunda, a gente quer ajudar para que os atletas sejam cada vez mais preparados fisicamente também, para que se chegarem à elite aqui no Brasil ou caso, né, vão para um desafio fora do país que possam chegar e bater de pau a pau, de frente para frente, enfim, com qualquer atleta do mundo a nível de potência, resistência, massa muscular. Por fim atletas que sejam também mentalmente muito fortes e capazes de lidar com as emoções, com as frustrações do jogo, capazes de jogar com felicidade, com alegria, porém também com muita agressividade e com muita frieza para conseguir lidar aí com os desafios emocionais do jogo. Dentro do campo esse é o nosso objetivo: formar atletas completos.

Bom em relação ao legado fora do campo, a gente espera formar uma geração de pessoas realmente maduras, né, que possam contribuir para uma sociedade melhor, para uma vida familiar melhor e, enfim, a gente, como eu falei antes, o ser humano ele é um ser realmente especial, a gente tem uma capacidade de buscar sentido, a gente tem uma capacidade de refletir sobre a nossa própria vida, de buscar aquilo que é bom, aquilo que é belo e de se importar com os outros, de amar os outros, né? Então a gente quer formar atletas que sejam capazes de usar a sua inteligência, de usar a sua vontade para conseguir realmente viver uma vida melhor, para não se… para não se conformarem com uma vida mesquinha, pequena, uma vida, enfim, trabalhando mal, entregando mal ali na profissão, entregando mal em casa, não servindo os próximos, não desenvolvendo a sua inteligência. Então a gente quer pessoas que possam desenvolver o máximo do seu potencial, que possam realmente encontrar sentido na vida, que possam servir as suas famílias e as suas comunidades cada vez melhor. Esse é o nosso objetivo e que isso também reflita no mundo do futebol para que a gente possa ter um futebol mais limpo, mais seguro e, enfim, mais honesto também, mais capaz de gerar felicidade que eu acho que esse é o grande objetivo desse esporte.

Fotos: Geração de Atletas/divulgação

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