A história política das Copas do Mundo – Parte II
Em 1992, foi criada na Inglaterra a Premier League, resultado de um grande movimento político e esportivo capitaneado pelos governos britânicos de Margaret Thatcher e John Major, ambos do Partido Conservador. A violência dos hooligans, os estádios obsoletos e o sucesso de campeonatos como a Serie A italiana e a La Liga espanhola, além de medidas econômicas neoliberais e decisões político-sociais de repressão à classe trabalhadora britânica, criaram um cenário para essas mudanças. O Segundo Desastre de Ibrox (1971), as tragédias de Bradford e Heysel (ambas em 1985) e o Desastre de Hillsborough (1989) foram fundamentais para a elaboração do Relatório Taylor, que consolidou políticas e normas definidoras não só do que hoje é o futebol inglês, mas referências para o esporte em todo o mundo.
Ainda em 1992, a Taça dos Clubes Campeões Europeus se transformou na Liga dos Campeões da UEFA, a UEFA Champions League, outro pilar do futebol moderno, mais centrado em gestões profissionais capazes de potencializar os ganhos financeiros. Três anos depois, em 1995, a Lei Bosman alterou para sempre o futebol europeu ao reconhecer os atletas como trabalhadores comunitários de acordo com a legislação da União Europeia, permitindo maior mobilidade entre os clubes de diferentes países. Isso impactou no número de estrangeiros com que um clube poderia contar e tornou o mercado europeu ainda mais atrativo, sendo um dos fatores principais para o desequilíbrio técnico que vemos atualmente entre clubes europeus e sul-americanos. O futebol atingiu um novo nível de negócio.
A Copa de 1994 foi a primeira a acontecer dentro dessa nova realidade do futebol mundial. Os Estados Unidos foram escolhidos como sede em 1988, no crepúsculo da Guerra Fria. Quando da realização do torneio, os EUA eram a única superpotência no cenário internacional e tudo indicava o estabelecimento de uma ordem unipolar, estruturada no Consenso de Washington e em políticas neoliberais. Era um período de glória e hegemonia estadunidenses e sediar a Copa era mais uma oportunidade para demonstrar isso. E não importou à FIFA que entre 1978 e 1994 o país tenha se envolvido em intervenções e invasões e financiados conflitos pelo mundo, especialmente na América Central, África e no Oriente Médio, com destaque para: Guerra Irã-Iraque (1980-1988) e escândalo Irã-Contras (1985-1987); ataques aéreos à Líbia (1981, 1986 e 1989); invasão de Granada (1983); intervenção no Líbano a pedido do governo local (1982 e 1983); e a invasão do Panamá (1989-1990). Houve ainda ações autorizadas pela ONU, como a Guerra do Golfo (1990-1991); a incursão na Somália (1993); e missões na Bósnia (1993-1995).
Internamente, os EUA tiveram que lidar com distúrbios civis, motivados principalmente por questões raciais e de classe, como em Miami (1980, 1982 e 1989), Tampa (1987), Cedar Groove (1988), Nova Iorque (1988, 1991 e 1992), Teaneck (1990), Washington DC (1991), Las Vegas (1992) e Los Angeles (1992). Aconteceram, também, episódios de violência generalizada em eventos esportivos, como em Aggieville (1984 e 1986), Detroit (1984 e 1990) e Chicago (1991, 1992 e 1993). Como se isso não fosse suficiente, o país também sofria com casos de terrorismo doméstico, a exemplo do tiroteio de Miracle Valley (1982), o Massacre de Shannon Street (1983), do bombardeio da sede do MOVE (1985), do Impasse de Singer Swapp (1988), do Impasse de Ruby Ridge (1992) e do Cerco de Waco (1993). Os dois últimos motivariam o Atentado de Oklahoma City em 1995. Além disso, em 1993 o World Trade Center em Nova Iorque sofreu o primeiro atentado terrorista perpetrado pela Al-Qaeda em território estadunidense.
A FIFA optou pela França como sede da Copa de 1998 em seu congresso de 1992. Entre 1978 e 1998, o Estado francês se envolveu em diversas ações militares, em especial em suas antigas colônias. Forças francesas atuaram no Chade (1978-1980 e 1983-1984); República Centro-Africana (1979-1981); Líbano (1982-1984); Líbia (1986 e 1987); Comores (1989 e 1995); Gabão (1990); Ruanda (1990-1993 e 1994) e o então Zaire (1991), hoje República Democrática do Congo. Os militares franceses presentes em Ruanda foram testemunhas oculares do genocídio perpetrado pelos hutus, sem intervir, apesar de terem mandato legal para tal.
Na esfera futebolística, a França havia sido palco do Escândalo Olympique de Marseille-Vallenciennes, quando jogadores do Vallencienes receberam dinheiro para serem derrotados. Em 2015, Chuck Blazer, ex-funcionário do alto-escalão da FIFA, afirmou que a entidade teria sido subornada para que a França sediasse o mundial de seleções em 1998. Três anos depois, Michel Platini confessou que o sorteio dos grupos na Copa ocorrida em seu país foi feito de forma a permitir que a seleção anfitriã só pudesse enfrentar o Brasil em uma eventual final, como acabou por acontecer.
A Copa de 2002 foi a primeira a acontecer na Ásia e a ter dois países-sede, Coreia do Sul e Japão, eleitos em 1996. Formalmente, a Coreia do Sul se encontra em estado de guerra desde o início do conflito com a homônima do Norte, em 1950, visto que só há um armistício assinado entre as partes. No intervalo compreendido entre 1986 e o mundial de 2002, houve ao menos 21 incidentes entre a Coreia do Norte e a vizinha do Sul e seus aliados estadunidenses. Um dos eventos mais graves foi a 2ª Batalha de Yeonpyeong, em 29 de junho de 2002, justamente na véspera da final entre Brasil e Alemanha. A Coréia do Sul foi governada ininterruptamente por regimes ditatoriais entre 1961 e 1988, que moldaram a política e a sociedade do país, tendo reflexos até hoje em sua estrutura socioeconômica, com uma cultura de exploração laboral e grandes desigualdades sociais.
O Japão, ponta de lança da política norte-americana no leste e sudeste asiático durante a Guerra Fria, tinha mais preocupações internas, devido às ameaças de terrorismo doméstico e externo, representados por grupos de esquerda com visões marxistas e maoístas radicais, e de extrema-direita, com fortes componentes nacionalistas e religiosos. O país nipônico foi alvo de sequestros e ataques terroristas em seu território e no exterior entre as décadas de 1960 e 1990. De 1985 a 2002, alguns desses foram a tentativa de explosão de uma bomba em um avião da Air India no Aeroporto Internacional de Narita (1985); o lançamento de morteiros contra a embaixada japonesa na Indonésia (1986 – as embaixadas dos EUA e do Canadá também foram atacadas); o assassinato da família Sakamoto (1989); o atentado ao Voo 434 das Linhas Aéreas Filipinas (1994); os ataques com gás sarin em Matsumoto (1994) e no metrô de Tóquio (1995); os sequestros dos voos 857 (1995) e 61 (1999) da All Nipon Airways; e o sequestro do ônibus Nishi-Tetsu (2000).
Dentro de campo, a seleção sul-coreana ficou marcada por alcançar as semifinais e terminar em 4º lugar, com o auxílio de arbitragens supostamente tendenciosas que lhe facilitaram o caminho, com destaque para as partidas contra Itália e Espanha. A organização conjunta dessa Copa do Mundo entre Japão e Coreia do Sul também foi um gesto de aproximação entre os dois países, que têm relações complexas, devido às décadas de ocupação japonesa da península coreana e os vários crimes de guerra e violações de Direitos Humanos cometidos contra a população local durante esse período.
A Alemanha foi escolhida como sede da Copa de 2006 em 2000. O país ainda enfrentava os desafios impostos por sua reunificação, com destaque para as desigualdades sociais, econômicas e tecnológicas entre o oeste e o leste. Devido ao seu passado militarista e por ter sido uma das causadoras das duas guerras mundiais, demonstrações com símbolos nacionais e de patriotismo eram incomuns e normalmente vinculadas a movimentos nacionalistas extremistas. Em parte, o mundial de seleções devolveu aos alemães a possibilidade de manifestar o amor ao seu país como ocorre em outros lugares. Esse passado também contribuiu para limitar a atuação militar alemã, com as forças armadas participando apenas de missões da ONU ou da OTAN, sancionadas pelas Nações Unidas. As exceções foram a intervenção da OTAN em Kosovo (1999) e Afeganistão (2001), que não foram autorizadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A Copa de 2010 foi a primeira a ser realizada no continente africano, tendo a África do Sul sido eleita como sede em 2004. Dez anos antes, o país colocava ponto final em um dos capítulos mais ultrajantes de sua história, com o término do apartheid. As consequências do regime racista e segregacionista perduram até hoje, mesmo com políticas públicas que buscam tornar a sociedade mais igualitária e equânime, o que faz com que as tensões raciais oscilem de tempos em tempos. Da mesma maneira que o mundial de rugby de 1995, a Copa de 2010 foi utilizada como ferramenta de união nacional para a superação das diferenças e velhos rancores. Por outro lado, Chuck Blazer, o ex-funcionário do alto-escalão da FIFA que expôs o caso de suborno da França à entidade, afirma que os sul-africanos fizeram o mesmo para sediarem a competição.
Acreditamos que não é preciso nos estendermos sobre todos os problemas e controvérsias do Brasil como sede da Copa de 2014, por boa parte ser de conhecimento público. O país sul-americano foi escolhido para sediar o mundial em 2007, no auge de seu crescimento econômico, da implementação de políticas públicas de redução da desigualdade social e de acesso ao crédito, que possibilitaram uma ascensão social quase imediata, ainda que nem tenha sido exatamente sustentável a médio e longo prazo. Sete anos depois, muitos foram os questionamentos sobre a prioridade de investimentos na infraestrutura brasileira, denúncias e acusações de tráfico de influência, superfaturamento e decisões que não se justificavam mesmo do ponto de vista esportivo, como a escolha de cidades sem cultura futebolística casos de Manaus e Cuiabá, em detrimento de polos regionais do esporte, como Belém e Goiânia, respectivamente. Além dos protestos que aconteceram antes e durante o torneio, a Copa no Brasil também ficou marcada pela queda de um viaduto em Belo Horizonte em 3 de julho de 2014, cinco dias antes da partida entre Brasil e Alemanha, no Mineirão. O viaduto havia sido construído como parte das obras de infraestrutura para a competição na cidade.
Eleita em 2010 para sediar a Copa de 2018, a Rússia já era uma autocracia consolidada em torno da figura de Vladimir Putin, no poder desde 1999. Os anos após o fim da União Soviética foram conturbados em quase todas as antigas repúblicas, e a Federação Russa interveio direta ou indiretamente, em praticamente todos os conflitos que surgiram. Desde 1999, o país se envolveu na 2ª Guerra da Chechênia (1999-2009); invadiu a Geórgia (2008), ocupando os territórios da Abkházia e Ossétia do Sul; e iniciou a guerra da Ucrânia em 2014, ocupando a Criméia com depois da ação dos “little green men” e patrocinando forças proxies para a secessão da região do Donbass. Além disso, a Rússia teve importante papel na Guerra Civil Síria (2015-2024), atua desde 2011 na Líbia e em outros países africanos, especialmente no Sahel; e enfrenta movimentos terroristas e a insurgência islâmica no Cáucaso. Em outros aspectos internos, o país é conhecido pela forte repressão ao movimento LGBT e aos opositores, sendo as violações de Direitos Humanos uma constante.
A sede do mundial seguinte, em 2022, também foi decidida em 2010. O Catar tem investido no futebol desde o fim dos anos 2000, como parte de uma política de soft power para melhorar a imagem do país e expandir a sua influência. O uso específico do futebol para isso pode ser descrito como sportswashing. Em 2011, se tornou o acionista majoritário do Paris Saint-Germain através do fundo de investimentos Qatar Sports Investments, que nos anos posteriores também adquiriu ações do S. C. Braga (Portugal) e KAS Eupen (Bélgica). Isso faz parte da grande estratégia catari para projetar poder e capacidades para além de suas fronteiras (mais informações no texto “Manchester City, PSG e Newcastle: os petrodólares no meio do futebol”).
Grande estratégia essa que também possui um braço de hard power, através de interferências nas guerras civis da Líbia (2011-2016), Síria (2011-2024) e Iêmen (2014-presente); do financiamento e abrigo de grupos terroristas como o Hamas; e de missões militares em auxílio a governos muçulmanos na África e Oriente Médio. Tudo isso tem contribuído para tornar o Catar mais atrativo e palatável para o ocidente, não só de um ponto de vista econômico-financeiro, mas também de turismo, fazendo com que as violações de Direitos Humanos e restrições de direitos civis, com foco no que concerne às mulheres e LGBTs, sejam ignoradas. A Al-Jazeera, canal de televisão estatal, desempenha uma importante função no cumprimento desses objetivos, ao vender uma imagem moderna e moderada do país para o exterior.
Quanto à Copa de 2022, o Catar foi acusado de comprar votos de federações nacionais para ser eleito como sede. As obras dos estádios, de infraestrutura e complementares foram realizadas com mão-de-obra imigrante escravizada. O número de trabalhadores mortos varia conforme as fontes: segundo o governo catari, 40 pessoas faleceram, enquanto a organização da competição estima entre 400 e 500 mortos. Já investigações independentes, como do jornal britânico The Guardian, falam em cerca de 6500 mortes.
Em relação à Copa desse ano, muito é noticiado sobre os abusos dos EUA, mas pouco ou nada é dito sobre México e Canadá e, por isso, vamos nos concentrar nestes dois. Pela primeira vez o mundial de seleções é realizado em três países, todos de grande extensão, o que tornou a logística mais complexa que o normal. O México já não vive a Guerra Suja, porém enfrenta um momento ainda mais complicado, com os cartéis tendo capacidade bélica para desafiar abertamente as forças do Estado e influência política e judicial para interferir como nunca se viu antes nos destinos do país. Caminha a passos largos para se tornar um Estado mais e mais fraturado nas próximas décadas.
O Canadá, pese a excelente imagem que possui, é um dos principais responsáveis e receptores de lucro de atividades mineiras e pesqueiras predatórias nas Américas e África, enquanto mantém políticas que comprometem e ameaçam o modo de vida e bem-estar de suas populações indígenas, além de ter participado ativamente em grande parte das ações militares capitaneadas pelos Estados Unidos nas últimas décadas.
Há dois anos, as sedes das duas próximas Copas foram decididas. A Copa de 2030 repetirá o modelo atual, com três países-sede: Marrocos, Portugal e Espanha. Alguns dos jogos iniciais da primeira fase acontecerão na Argentina, Paraguai e Uruguai, em comemoração ao centenário da primeira Copa do Mundo. O evento seguinte, em 2034, será realizado na Arábia Saudita.
Portugal terá apenas duas cidades como sedes, Lisboa e Porto, enquanto Espanha e Marrocos sediarão a maioria das partidas. Os dois países europeus, como o restante do continente, se veem envoltos em conflitos sociais com fortes recortes raciais e migratórios, que impulsionam o crescimento de movimentos nacionalistas de extrema-direita. Ambos Estados também desempenham importante papel logístico para as operações militares conduzidas pela OTAN e Estados Unidos nos oceanos Atlântico e Índico, no mar Mediterrâneo e na África, Europa e Oriente Médio.
O Marrocos, outro reino autocrata, é mais um país que faz uso do futebol como instrumento de soft power. O país investe no esporte há quase duas décadas, tendo sediado o Mundial de Clubes de 2013 e conquistado o quarto lugar na Copa de 2022. Nesse caso, o sportswashing visa ocultar violações de Direitos Humanos contra a população LGBT e restrições práticas às liberdades femininas, mas também os crimes contra os povos Imazighen, a exemplo dos Imuagues, e os mais de 50 anos de ocupação de quase todo o território do Saara Ocidental e violência frequente contra o povo saarauí. Tal ocupação acontece, desde o princípio, com a cumplicidade de Espanha e França.
Assim como Marrocos e Catar, a Arábia Saudita reconheceu o valor do futebol para o sportswashing. O país também é uma monarquia autocrata e com legislação baseada na interpretação wahhabita da Sharia, que impõe grandes restrições aos direitos das mulheres, condena os LGBTs e toda e qualquer prática que não esteja acorde à lei islâmica. Para melhorar a sua imagem, tem investido milhões de dólares na liga local nos últimos anos, o que permitiu aos clubes locais contratarem astros como Cristiano Ronaldo. Esses investimentos também ocorrem no exterior, por meio do Public Investment Fund, acionista majoritário do Newcastle United (mais informações no texto “Manchester City, PSG e Newcastle: os petrodólares no meio do futebol”).
A Arabia Saudita é o principal país sunita no Oriente Médio e, por isso, por questões econômicas e geopolíticas, rivaliza com o Irã desde 1979. Os enfrentamentos entre os dois Estados ocorrem por meio de proxies, como na guerra civil do Iêmen, na qual os sauditas estão envolvidos desde 2015. Outras ações militares sauditas recentes incluem a participação na Operação Ocean Shield (2009-2016); a intervenção no Bahrein (2011) e nas guerras civis na Líbia (2011-2020); e o apoio a grupos oposicionistas na Guerra Civil Síria (2012-2017).
Ao observamos o histórico das Copas do Mundo, é nítido que questões relacionadas à democracia, Direitos Humanos, direitos civis, bem-estar da população local e de turistas, e boas práticas de governança, nunca foram prioridade para a FIFA ao escolher as sedes e realizar seus eventos. O que sempre falou mais alto, foi o potencial de lucro, legal ou não, que a entidade poderia auferir. Ao contrário de uma frase repetida aos quatro ventos nos últimos 20 anos, o futebol não foi criado pelos pobres e sequestrado pelos ricos, mas criado pelos ricos, popularizado entre os pobres e, com o passar do tempo, o seu controle se tornou ainda mais restrito a uma pequena elite entre aqueles “ricos originais”.
Se você é um amante do esporte ou apenas de Copas do Mundo, não se preocupe em criar ou seguir “regras para torcer” por este ou aquele clube ou seleção. Torça para quem você quiser, para o clube/seleção com quem se identifica, seja por valores esportivos, políticos ou simplesmente por memória afetiva. Todos os países têm as suas mazelas e seus crimes, não há santos nem demônios, pois assim como no restante da vida, quase nada é preto no branco, mas em vários tons de cinza. É importante e necessário criticar e denunciar crimes e abusos cometidos dentro e fora do futebol, só que tornar isso uma cruzada moralista nada mais é que uma ilusão de capacidade de agência e de superioridade intelectual/moral que não levam a nada.
Quem faz o futebol que aprendemos a amar ainda na infância, são os torcedores e, em alguns casos, os atletas. O resto são negócios que podem carecer de ética e dignidade como em qualquer outro espaço. Que saibamos separar as coisas para podermos lutar por um esporte melhor sem gerar nenhum tipo de discriminação e não alimentar ódios ao longo do caminho.