Marketing como motor de crescimento da McLaren

Enquanto o mundo via carros, a McLaren enxergava atenção. Cada treino, entrevista, bastidor e interação dos pilotos virou conteúdo com potencial global de engajamento.

Ayrton Senna

Não tem como falar de McLaren na Fórmula 1 e não falar de Ayrton Senna. Para a McLaren, o legado de Ayrton Senna vai muito além das pistas: ele se tornou um dos maiores ativos de marketing da história da equipe. A imagem do tricampeão está diretamente ligada ao período mais vitorioso e icônico da McLaren na Fórmula 1, criando uma conexão emocional com fãs de diferentes gerações. Até hoje, a equipe utiliza referências a Senna em campanhas, produtos, pinturas especiais e conteúdos digitais, fortalecendo sua identidade global e mantendo viva uma associação poderosa entre performance, paixão e tradição no automobilismo.

Mas mesmo tendo uma das maiores lendas da F1 como ativo de marketing, a McLaren passou por períodos turbulentos tanto dentro quanto fora das pistas. Após anos de resultados abaixo do esperado, a equipe perdeu competitividade e viu sua imagem deixar de ser associada à excelência dominante que marcou as décadas de 1980 e 1990. No branding, a McLaren também enfrentou dificuldades para transformar sua tradição em relevância para as novas gerações.

Mas isso mudou, com a chegada de um certo CEO.

A McLaren triplicou o faturamento ao passar a pensar como empresa de mídia.

Tudo começou em 2016, com a chegada de Zak Brown ao comando da equipe. Depois de quase 5 anos sem vencer (depois foi voltar a vencer em 2021, totalizando 9 anos), a scuderia estava sem planejamento e com uma imagem desgastada com pouca relevância entre os fãs mais jovens. Com forte bagagem em marketing, e não apenas no automobilismo, Brown trouxe uma visão clara: a McLaren precisava deixar de atuar somente como uma equipe de corrida e começar a se posicionar como uma empresa de mídia.

O objetivo era simples: conquistar atenção dentro e fora das pistas, em todas as plataformas possíveis.

Pilotos viraram personagens de conteúdo. Lando Norris e Oscar Piastri deixaram de ser apenas atletas. Viraram creators com forte presença digital, ajudando a aproximar a equipe de uma audiência mais jovem e conectada.

Stories, tweets, TikToks, bastidores e momentos descontraídos passaram a fazer parte da estratégia de comunicação da McLaren. A equipe entendeu que, no cenário atual, audiência também se constrói através da personalidade.

A McLaren passou a utilizar linguagem nativa para cada plataforma. Criou conteúdos nostálgicos, memes, séries exclusivas, bastidores e uma identidade digital própria, baseada em humor, leveza e cultura de internet.

O resultado

Faturamento triplicado em sete anos, segundo a V4company.

A equipe saiu de 5 para 53 marcas patrocinadoras ativas, tornando-se uma das vitrines mais atrativas do automobilismo para empresas que buscam atenção e engajamento real.

Mas a expansão foi além da Fórmula 1. A McLaren ampliou sua presença para categorias como IndyCar, Fórmula E e Extreme E, diversificando público, fortalecendo e expandindo a marca, e criando novas oportunidades de conteúdo ao longo do ano.

Hoje, no esporte, é preciso disputar atenção.

E a McLaren entendeu isso antes de muitos.

E isso é parte do marketing de atenção.

Foto: planetf1.com

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