Investimento em Naming Rights no Brasil: o que falta?
Por: Ernando Borges
Ao assistir à final da “Carabao Cup”, da temporada 2025 – 2026, vencida pelo Manchester City em confronto com o Arsenal, notei que nem sabia ao certo que competição era aquela, mas ao pesquisar, soube que se tratava da Copa da Liga Inglesa. Competição das mais tradicionais da história do futebol, e, que diferente do que vemos aqui, usa tão bem o “naming rights” que para os mais leigos (como foi meu caso), fica difícil não usar o nome comercial ao se referir a competição.
Numa postagem do Ataque sobre o tema naming rights, não pude deixar de observar como isso é feito de forma genérica e pouco proveitosa no Brasil. Afinal, alguém chama a Copa do Nordeste de “Copa do Nordeste Casas Bahia”, ou chamou alguma vez o Campeonato Brasileiro de “Brasileirão Assaí” ou Brasileirão Betano”, por exemplo? No fim, quem paga o naming rights das competições, termina pagando mais caro para no final ter a mesma exposição que qualquer outra placa de publicidade nos estádios.
Entendo que por parte dos torcedores, sempre haverá resistência ao novo, mas mesmo esses, querem ver o produto ser melhor divulgado, times mais competitivos e maior apelo comercial aos clubes e campeonatos nacionais. O “MorumBIS” e o “Allianz Parque”, são bons exemplos de que é possível unir tradição e modernidade, mas ainda falta muito caminho a ser percorrido no futebol brasileiro, afinal sem empresas injetando dinheiro, não é mais possível se fazer futebol.
Enquanto nos acostumamos aos jogos na Europa repletos desse tipo de coisa, e achamos um exemplo a ser seguido, quando algo assim chega no Brasil, vemos resistência até de quem é parceiro do produto e se recusa a chamar o Red Bull Bragantino por seu nome, ou chamar os estádios e campeonatos com os nomes das empresas parceiras que pagam caro para ter seu nome ali. Podemos dizer que um jogo da Champions League é no Etihad Stadium, no Emirates Stadium, mas chamar “MorumBIS” é tabu para parte da imprensa, que parece ter melhor boa vontade (ou um contrato mais bem “amarrado”) quando o produto vem de fora.
Falta muita coisa ao futebol brasileiro, e se tratando de marketing, cabe reflexão para clubes, CBF, federações estaduais, e ligas dos clubes, que um naming rights que esteja bem amarrado em contrato, para ser devidamente divulgado ao longo da temporada, pode ser uma mudança significativa nos nossos campeonatos, como foi a Carabao Cup, na Inglaterra.
–
Foto: Site da Liga Inglesa
Ataque no Instagram
Crie conteúdo esportivo! Clique aqui e saiba mais.
Compartilhe nas redes sociais: