Marketing

Com grande poder de exposição, Copa do Brasil impulsiona patrocínios pontuais

Empresas fecham acordos para jogos específicos; Especialistas avaliam modelo de negócio

Um dos torneios mais valorizados do calendário brasileiro, a Copa do Brasil também é um dos campeonatos com maior poder de visibilidade. No futebol nacional, os acordos comerciais para jogos decisivos sempre foram uma característica a parte no país, com ativações que viraram parte da história. Nesta edição, os jogos passaram a ser transmitidos na TV aberta, canais pagos, e aplicativos de streaming.

Com adversários de renome nacional, Juazeirense-BA, Ceilândia-DF e Altos-PI, surpresas da terceira fase da Copa do Brasil, fecharam contratos provisórios de divulgação para os jogos da competição.

No estágio anterior, o Tuntum-MA, clube mais jovem a disputar a Copa do Brasil, anunciou o acordo com a Netflix, uma das maiores plataformas de streaming do mundo. Nas redes sociais, o engajamento foi instantâneo, ainda mais pelo fato de que a partida foi transmitida pela Amazon, principalmente concorrente no setor.

“O poder de divulgação do futebol é imensurável. Do ponto de vista do marketing, a ideia é muito promissora, gerando uma visibilidade internacional em um dos jogos mais importantes na história do Tuntum/MA. Além disso, o apoio aos clubes de menor expressão é fundamental para o crescimento das agremiações”, conta Fábio Wolff, especialista em marketing esportivo, que intermediou o contato da empresa norte-americana com os maranhenses.

Vice-presidente de marketing do Juventude, Fábio Pizzamiglio também defende os acordos, destacando a visibilidade da grande mídia para atrair os investidores. “Na temporada passada, durante a Série A, a procura das empresas foi recorrente, principalmente nas partidas com exibição pela TV aberta. Em nosso planejamento, esperamos arrecadar de 5% a 10% da nossa cota de patrocínios nestes jogos com transmissão para todo território nacional.”

No Nordeste, o Fortaleza é um dos times brasileiros com o número de patrocinadores ativos no país. De acordo com levantamento do Ibope Repucom, o Tricolor do Pici conta com 26 investidores. “O departamento de marketing trabalha intensamente na captação de patrocinadores. O Fortaleza precisa capitalizar todos os ativos, não só nas camisas, mas também nos meios digitais, placas de publicidade e ativações de produtos. Os acordos permanentes garantem condições mais seguras ao clube, mas as parcerias esporádicas também garantem uma renda importante para a instituição”, ressalta Marcelo Paz, presidente do Leão.

Por outro lado, na visão do mercado de patrocínios, Fernando Lamounier, diretor executivo da Multimarcas Consórcios, ressalta que os acordos para jogos específicos podem servir para a entradas em novos mercados, mas alerta que não pode ser a única forma de investimento no esporte.

“Não é a principal forma de massificação no futebol. Quando um player busca a inserção em alguma região do país, ou está promovendo o lançamento de um produto específico, os patrocínios pontuais servem para alavancar as divulgações. Se trabalhado com cautela, pode ser rentável”, afirma o executivo.

Crédito: Pressfc

Imagem: Jhony Pinho Agif

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